Carvalho, Ana Amélia A. (2006). Indicadores de Qualidade de Sites Educativos. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação, 55-78.
O meu olhar sobre sites educativos jamais vai ser o mesmo…
De facto, perante a diversidade e multiplicidade de informação que cresce diariamente de forma exponencial, há que ajuizar a sua qualidade. No entanto, não nos podemos centrar apenas na informação, pois há outras dimensões de qualidade de um site educativo: identidade, usabilidade, rapidez de acesso, níveis de interactividade, actividades, edição colaborativa online, espaço de partilha e comunicação. Perante as várias dimensões, a autora do texto apresenta-nos os indicadores de qualidade.
Da identidade de um site deve constar o nome do site (sempre visível), o seu propósito ou finalidade, a autoridade, a data de criação e da última actualização. De preferência estes dados devem fazer parte da página inicial do site. A autoridade integra o autor do site ou a instituição responsável pelo site e o URL e devem ser disponibilizados os respectivos contactos.
A dimensão usabilidade refere-se à facilidade em usar e em aprender a usar o site. A estrutura do site, a navegação e orientação, o aspecto gráfico e a consistência da interface são aspectos que não podem ser descorados por quem concebe um site de fácil utilização.
A rapidez de acesso é, sem dúvida, fundamental, pois sites com hiperligações activas e rapidez no acesso ao site e navegação no seu interior são aspectos indispensáveis para manter o interesse do utilizador.
A interactividade motiva o utilizador a explorar um site. Os níveis de interactividade são vários e vão desde o clicar numa hiperligação, a exercícios com correcção automática, ao preenchimento de um formulário e enviá-lo, etc.
A informação para além do conteúdo disponibilizado, inclui as ajudas ao utilizador, as perguntas frequentes (FAQs), bem como as sugestões e actividades para professores e encarregados de educação explorarem o site com os alunos/ educandos.
A informação pode estar disponível na forma de texto, imagem, som e vídeo ou em formatos combinados, por exemplo os podcasts.
As actividades deverão ser potenciadoras de aprendizagem individual e colaborativa. Exemplos de actividades são a pesquisa orientada (WebQuests e com a Caça ao Tesouro), jogos (relacionados com a informação disponibilizada no site para motivarem à leitura da mesma) e exercícios com correcção automática (Hot Potatoes). As actividades deverão ser motivadoras para que o aluno explore o conteúdo do site.
A construção colaborativa beneficia da edição colaborativa online. As ferramentas colaborativas possibilitam que vários utilizadores colaborem para um mesmo objectivo. Exemplos da edição colaborativa online são os blogues e as ferramentas Wiki.
O espaço de partilha é um espaço onde são disponibilizados os trabalhos realizados pelos alunos ou pelos professores.
O site deve facilitar a comunicação entre os que o usam, disponibilizando correio electrónico, fóruns de discussão e chat (áudio e vídeo). Alunos, professores e encarregados de educação são convidados a participar.
As orientações curriculares apontam para que o professor integre na sua prática de sala de aula as tecnologias. Sem dúvida que o recurso a sites educativos é inevitável. Cabe ao professor seleccionar os melhores sites. Este texto apresenta-nos um rol de indicadores de qualidade que poderá ajudar os professores nessa tarefa, para assim rentabilizar as aulas e o conteúdo desses sites.
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