segunda-feira, 24 de maio de 2010

As minhas reflexões IV...

Carvalho, Ana Amélia Amorim (2005). Como olhar criticamente o software educativo multimédia. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação: Utilização e Avaliação de Software Educativo, Número 1, Ministério da Educação, 69-82, 85-86.

Sendo um dos objectivos da utilização de software educativo multimédia a aprendizagem, há que ter em atenção três factores: a qualidade científica, pedagógica e técnica; a familiaridade do utilizador com o sistema informático e com o conteúdo (conhecimentos prévios); e o gosto que o utilizador mostra pela aprendizagem.

Sempre que o professor pretenda utilizar um software educativo multimédia, nas suas aulas, deverá fazer uma análise prévia do software de modo a usufruir ao máximo do recurso ou então rejeitar a sua utilização. 

Neste documento, Carvalho (2005) elenca vários aspectos a ter em atenção quando se pretende olhar criticamente um software educativo multimédia. Assim, para além da qualidade científica do conteúdo, deverá analisar-se: o papel da estrutura, da navegação, do menu, das actividades, da ajuda, do feedback e da interface na promoção da autonomia, na orientação no hiperdocumento, na liberdade de navegação e de aprendizagem e no apoio ao utilizador. 

De seguida, apresento a análise que fiz do software educativo multimédia “Escola virtual – Matemática 7º ano” de 2006 da Porto Editora, aplicando o guião disponível no documento supracitado, tendo por base os componentes apresentados.

Caixa: Na caixa do software são apresentadas várias indicações relativas à identificação: título, ano de edição, a editora, os destinatários, a área temática e os requisitos do computador para que o software funcione. A referência aos objectivos é feita de um modo muito genérico. Não há alusão à língua.
Início/apresentação: Após a apresentação passa-se ao Menu.
Menu: O menu é apresentado em texto.
Navegação: o utilizador sabe sempre onde está, depois de entrar em cada submenu; o utilizador sabe como ir para determinada actividade ou local; existem setas para avançar ou recuar; o menu principal não está sempre disponível; existe botão disponível para se aceder ao menu principal.
Estrutura: A estrutura é em árvore, no entanto, depois de estar dentro de um subtema pode-se aceder a todas as suas “aulas” sem necessidade de retroceder.
Actividades: As actividades são adequadas à faixa etária indicada; é fácil compreender as actividades; existe ajuda (oral, por escrito, animada); não existe personagem guia para apoiar; o único feedback fornecido ao utilizador à medida que executa as tarefas é sob a forma de pontuação (se é que se pode dizer que se trata de feedback); existe pontuação nas actividades; o conteúdo é cientificamente correcto, adequado à faixa etária; adequado ao programa curricular (apenas até este ano lectivo, pois no próximo haverá novo programa de matemática).
Interface: Interface consistente, graficamente agradável; o tamanho da letra poderia ser maior para facilitar a leitura; imagens com qualidade gráfica; pode-se interromper, reiniciar ou desactivar som e vídeo.
Ajuda: ajuda sempre acessível no sentido de compreender o funcionamento do software; ao longo de algumas “aulas” há esclarecimentos. Quando é proposta uma tarefa (exercícios e problemas) não há ajuda específica.
Sugestões para pais, educadores e/ou professores: não apresenta sugestões de exploração para pais, educadores e/ou professores; não são disponibilizadas actividades complementares a serem impressas.
Imprimir diploma: não há possibilidade para imprimir um diploma (não faz sentido que tal aconteça).
Hiperligações para sites na Web: apenas apresenta uma hiperligação para a escola virtual online.
Ficha técnica: existe ficha técnica dos autores do software.
Sair do software: possibilidade de sair do software sempre acessível; não surge mensagem para confirmar o desejo de saída.

Posso dizer que já utilizei várias vezes este software nas aulas. Para um determinado conteúdo considero-o útil e com grande potencial para facilitar a aprendizagem. No entanto, já me aconteceu de, na planificação de um ou outro tópico, estar a analisar se seria oportuna a sua utilização, acabando por optar não o utilizar. Isto é, na abordagem de determinados conteúdos a sua utilização é uma mais-valia, noutros não considero ser relevante o seu uso.

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