domingo, 25 de abril de 2010

As minhas reflexões I...

Carvalho, A.A. (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, 25-40.Disponível em http://sisifo.fpce.ul.pt; http://hdl.handle.net/1822/7142

Nesta breve reflexão, tendo como base o artigo supracitado, vou referir-me a vários aspectos que considero pertinentes: formação contínua de professores e aspectos relacionados com pesquisa e selecção da informação disponível na Internet.

Como professora acompanhante de projectos de melhoria das aprendizagens e dos resultados à disciplina de Matemática, de várias escolas, designados de Plano da Matemática, constatei que, nos últimos três anos, grande parte das verbas concedidas pelo Ministério da Educação às várias escolas para o desenvolvimento dos projectos se destinavam a equipar as escolas com Quadros Interactivos, projectores multimédia e computadores. Por outro lado, com o Plano Tecnológico da Educação (PTE) as escolas estão a ser equipadas com o mais variado equipamento tecnológico, com o acesso à Internet de banda larga, etc.

Nas reuniões de acompanhamento que costumo organizar é frequente perguntarem-me se tenho conhecimento de formações na área das tecnologias. Parece-me que os professores sentem necessidade de se actualizarem nesta temática – é urgente rentabilizar os equipamentos que estão a ganhar pó nas salas de aula, caso contrário ficam ultrapassados sem serem estreados! É inadiável o uso da Internet na sala de aula de forma a melhorar as aprendizagens. De facto, só com formação adequada é que se conseguirá rentabilizar estes recursos. Nesse sentido e no âmbito do PTE, já se iniciou o processo de Certificação de Competências TIC – para já apenas de nível 1 – que vai exigir a todos os docentes formação nesta área.

Por outro lado, o Portal das Escolas para os docentes registados, disponibiliza uma série de recursos educativos que devem merecer a nossa maior atenção e que vêm certamente ao encontro do que se pretende num futuro próximo…

Como formadora recente na área das tecnologias no ensino da Matemática procuro que a formação proporcione aos formandos conhecimentos, para serem capazes de utilizar novos recursos, promova abordagens e metodologias, com recurso às tecnologias, no processo de ensino e aprendizagem da Matemática, promova momentos de reflexão decorrentes da prática lectiva e a partilha de experiências/recursos/saberes junto dos formandos. Como de resto tem acontecido nas formações que tenho realizado versando esta temática. Fico satisfeita pelo facto da minha prática nesta área estar de acordo com o que este artigo refere.

Relativamente ao segundo aspecto – selecção da informação. Uma dificuldade que me confronto na minha prática profissional tem a ver com as tarefas de pesquisa que proponho aos alunos – nas escolas onde tenho trabalhado não há internet na sala de aula. Como tal qualquer pesquisa/trabalho que pedia era feito fora da sala de aula. Confrontava-me com trabalhos sem qualquer qualidade. Reconheço hoje que não alertei os alunos para os vários cuidados que deveriam de ter num trabalho em que a informação está disponível na Internet e devia tê-lo feito. Não ensinei os alunos a pesquisar, a avaliar/seleccionar a informação encontrada e não os alertei para a distinção entre citar e plagiar. Todavia, é absolutamente necessário que os alunos tenham formação TIC desde muito cedo, não sendo de colocar de parte a hipótese de trocar uma das áreas curriculares não disciplinares existentes por uma de formação TIC.

Parece-me uma boa ideia publicar os trabalhos dos alunos num blog. Não me tinha ocorrido que, pelo facto dos alunos saberem que os seus trabalhos poderão receber um comentário através do blog, os predispõe para a sua realização com mais empenho e satisfação. Sendo assim, é possível que os trabalhos para além de serem acompanhados pelo professor e colegas, os seus encarregados de educação também o poderão fazer.

Por fim, uma questão que me parece central: o uso generalizado do computador ainda não está assegurado a todos, i.é, ainda há muitos alunos que não dispõem dessa ferramenta em casa e, por outro lado, apesar do esforço do Ministério da Educação (ME), não há nas escolas um computador por aluno pelo que nem sempre é fácil planificar/ executar uma aula com base em pesquisa na WEB na própria aula. Há atrasos ao nível do PTE – talvez em 2011/12 possamos ter aquilo que o ME pretende –, a internet de alta velocidade ainda não está acessível a todas as escolas e há problemas para resolver, como por exemplo, o excesso de tráfego…
Inês Bernardo

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