Carvalho, A. A. (2007). A WebQuest: evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal. In F. Costa, H. Peralta & S. Viseu (eds), As Tic em Educação em Portugal. Porto: Porto Editora, 299-327.
Quando procuro valorizar-me profissionalmente, no que se refere à formação contínua, normalmente, opto por formações que versam as tecnologias.
No ano de 2003, no Centro de Formação PRÓFessor de Matosinhos, participei numa formação de 60h denominada “Actividades de aprendizagem baseada na Web” orientada pelo formador Carlos Olim, em que no decorrer dessa formação construí a Webquest denominada de “Número de ouro”.
Considero que foi uma mais-valia para mim o contacto com este tipo de actividade baseada na Web. Lembro-me do tempo que dediquei à escolha da tarefa, que não é nada fácil, às várias fases do processo, à procura na internet dos recursos mais ajustados às fases do processo. Reconheço que se aprende muito quando se constrói uma tarefa para ser realizada pelos alunos de forma orientada, pois há que pensar sobre a aprendizagem, metodologias, recursos, etc.
Concordo com a referência de Carlos Olim, que é feita no texto, pois, para mim, não foi mais uma acção em que estive em contacto com as tecnologias, mas sim um momento em que pude aprender a construir algo de útil, inovador e motivador para os alunos com recurso das tecnologias, para implementar algo de novo na minha prática. Carlos Olim tem razão no que se refere à não implementação da WebQuest enquanto decorria a formação. Todavia, não o fiz pois estávamos no final do ano lectivo, mas fi-lo posteriormente. Surgiram trabalhos interessantes onde pude constatar que houve aprendizagem, embora tivessem surgido alguns constrangimentos relacionados sobretudo com problemas de acesso à Internet. Entretanto já implementei outras WebQuests, disponíveis na Internet, e pude verificar que actualmente essa situação já não é tão problemática, pois os alunos já têm acesso à Internet com mais facilidade.
No texto surgem alguns cuidados que devemos ter na construção de uma WebQuest. Em especial na formulação da tarefa que é a essência da WebQuest. São apresentados 12 itens que Dodge (1999b) sugere na elaboração do processo, que deve apresentar claramente as etapas a seguir, os recursos a consultar e as ferramentas necessárias para organizar a informação.
Este texto contribuiu imenso para uma melhor compreensão da temática abordada, pelo que no futuro, quando propuser uma WebQuest aos alunos, terei outras lentes para avaliar se se trata de uma Webquest ou de uma pseudo WebQuest.
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